Jerónimo Martins - Líder de Mercado, Não de Soluções
Esta acção decorre poucas semanas depois do lançamento do segundo ranking de supermercados em Portugal que coloca o grupo Jerónimo Martins - com os supermercados Pingo Doce e Feira Nova - em último lugar.
Para a Greenpeace, é incrível que o grupo Jerónimo Martins mostre uma postura tão pouco responsável e tão pouco transparente em relação ao peixe que vende. Quando confrontado com a acção de ontem, a Jerónimo Martins limitou-se a divulgar a posição oficial do grupo, sem clarificar concretamente quais são os princípios sustentáveis que segue em relação ao peixe que comercializa.
Os oceanos estão em crise e é urgente proteger os recursos marinhos do nosso Planeta.
Oceanos - O Preço da Destruição
Nas últimas décadas, temos assistido à devastação rápida da vida marinha do nosso Planeta. A exploração desenfreada e insustentável dos mares e oceanos poderá conduzir, dentro de pouco anos, a uma subida inigualável do preço do peixe e transformar este recurso, tão mais valioso quanto mais escasso, numa relíquia rara a que poucos vão poder aceder.
Nos supermercados Pingo Doce e Feira Nova continuamos, por exemplo, a encontrar espécies como o tubarão - uma espécie em alto risco devido à sobrepesca e pesca acidental. Os tubarões têm uma taxa de crescimento das populações bastante lenta - para além de atingirem a maturidade reprodutiva tardiamente, também produzem poucos juvenis - e por isso são uma espécie que pode ser rapidamente dizimada.
O preço da destruição dos oceanos é alto. Milhões de pessoas em todo o mundo correm o risco de ver desaparecer os recursos de que dependem - e os portugueses não são excepção. A Greenpeace alerta que é urgente acordar para esta crise sem precedentes e passar imediatamente de palavras à acção, de forma a garantir a sobrevivência da vida marinha do nosso planeta.
"Vinte activistas da Greenpeace bloquearam, hoje de madrugada, parcialmente, a entrada na sede do Jerónimo Martins. Com tripés de mais de nove metros de altura à entrada do edifício e um banner gigante suspenso na fachada alerta com a mensagem “Jerónimo Martins destrói os oceanos ”, os activistas dificultaram o “business as usual” do grupo.
Há mais de um ano que a Greenpeace está a tentar entrar em contacto e até hoje sem sucesso. A organização pretende ficar no local até que o grupo assuma a responsabilidade de preservar os recursos marinhos e se comprometa a dar passos concretos para a implementação de uma política de compra e venda de peixe sustentável e transparente. "
Greenpeace:
GREENPEACE Brasil. Disponível em http://www.greenpeace.org/brasil. Acesso em: 10 de junho 2010.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
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